Mensagem do Deputado
Prezados companheiros e companheiras,
Ao completarmos dez anos de mandato, aprendemos muitas coisas, entre elas que na política precisamos ter posições firmes, mas sem perder o nosso norte. Também é necessário distinguirmos o momento de usar a sabedoria dos mais experientes e ter cautela com as estratégias que devemos usar para alcançarmos nossos objetivos.
Tenho muito orgulho de fazer parte de todas as mudanças, para melhor, que aconteceram na segurança pública de Minas Gerais. É fato que todos nós gostaríamos que as coisas acontecessem na velocidade que desejamos, mas na vida real não é assim que acontece.
Quando rompemos com o medo que nos aprisionava dentro dos quartéis e saímos às ruas, em junho de 1997, demos o passo mais importante de nossas vidas na busca de respeito, dignidade e de consciência plena daquilo que todo e qualquer trabalhador deseja em sua vida.
Dez anos de mandato estão se completando e devo comemorar com todos os companheiros que, de uma forma ou de outra, participaram do Movimento Reivindicatório de 1997, mas, principalmente, com aqueles que não ficaram inertes e participaram ativamente dos mandatos, seja elogiando, fazendo cobranças, sugerindo, criticando, mas sempre atentos ao processo político.
Exercer mandato é muita responsabilidade para aqueles que buscam fazer da representação um exercício de luta; para aqueles que realmente dormem e amanhecem compenetrados no trabalho de representar, de ser porta voz, de lutar todos os dias e buscar a todo instante o equilíbrio da justiça. Ao todo, nesses dez anos, são dezoito leis de minha autoria aprovadas. De muitas outras fui relator e busquei proteger os servidores, ampliar seus direitos e chegar à igualdade de tratamento, coisa que, no meio da caserna, é palavra difícil de encontrar.
Na Tribuna desta Casa, fui implacável na defesa de nossos companheiros, dos cidadãos honrados deste nosso Estado. Por muitas vezes, tive que bater forte naqueles que, em nome da defesa dos direitos humanos ou de uma política mesquinha em seu município, atacaram de forma cruel os servidores da segurança pública e misturaram o que tem de mais belo no exercício do mandato de deputado com interesses pessoais ou interesses nojentos de grupos de poder.
Muitas vezes precisamos ceder de um lado para, mais adiante, lograrmos êxito em nossas lutas, pois, se assim não o fizermos, ficamos isolados, sem condições nenhuma de alcançarmos nossos objetivos. Mas, nem sempre, somos bem interpretados pelos companheiros que estão na lida diária de suas atividades e distantes dos bastidores da política e das estratégias que mudam de uma hora para outra.
Feitas estas considerações, é necessário que todos estejam atentos aos acontecimentos. É muito importante que os eleitores acompanhem cada ação praticada pelo deputado. Tenho dito em todas as reuniões que faço no interior que o que mais me preocupa é o eleitor desatento, que não se informa, que não acompanha as ações do mandato, que fica apenas ouvindo o famoso “peixe podre” dentro do quartéis. Não se iludam, pois ainda temos muitas cabeças conservadoras que não aceitam o Sargento ser Deputado - para alguns, o deputado precisaria ser é CORONEL. Tenho buscado, com muito respeito e serenidade, me relacionar da melhor maneira com as autoridades da PC, PM e do BM, mas sem perder de vista a autonomia e a autoridade que me fora confiada nas urnas, e sem me afastar, em momento algum, do que me mais me move no exercício do mandato: SEDE DE JUSTIÇA .
Por último, quero dizer que, apesar de termos avançado muito, termos alcançado várias conquistas - e isso é inquestionável, pois as mudanças estão aí para todos perceberem e fazerem uso -, é necessário que estejamos atentos, que continuemos com nossa luta. É necessário que busquemos, dia a dia, consolidar nossos direitos, exercendo nossa cidadania, participando, não permitindo que sejamos guiados a ferro e fogo. “O preço de nossa liberdade, é nossa eterna vigilância!”
Agradeço a todos vocês que há dez anos têm depositado em mim seu voto de confiança!
Recebam o meu abraço,
Deputado Sargento Rodrigues


