Operação fecha o cerco a flanelinhas e 14 são presos na Savassi

Uma operação organizada pela prefeitura com o apoio da Polícia Militar (PM), na noite desta terça-feira (18), fechou o cerco aos flanelinhas sem credenciamento que atuam na Savassi, em Belo Horizonte.

A equipe de O Tempo acompanhou a ação que percorreu algumas das principais avenidas e ruas da região. Pelo menos 14 pessoas foram presas e encaminhadas à Central de Flagrantes II (Ceflan) da Polícia Civil.

Além de não possuírem o cadastro para o exercício da atividade junto à administração municipal, alguns dos homens detidos são suspeitos de extorsão - eles exigiam dos motoristas o pagamento antecipado para liberar as vagas.

Os criminosos foram localizados nas imediações das praças Diogo de Vasconcelos e Liberdade, e nas ruas Antônio de Albuquerque, Paraíba e Alagoas. "Todos aqueles que não são credenciados foram conduzidos pelo exercício ilegal da profissão. Isso é uma contravenção penal", explicou a tenente Luana Pontes, da 4ª Companhia do 1º Batalhão da PM, responsável pela operação.

Furtos
Além do crime de extorsão, os 14 presos pela PM durante a operação são suspeitos de ajudar outros criminosos que furtam objetos pessoais dentro dos veículos estacionados na Savassi.

“Eles (flanelinhas) levantam o para-brisa do carro ou fecham o retrovisor para indicar a outros criminosos aqueles veículos que tenham objetos de valor”, elucidou a tenente Luana. “O comparsa espera o momento certo, quando não tem ninguém observando, arromba o carro e leva os pertences”, concluiu.

Flanelinhas cadastrados

Mesmo os flanelinhas credenciados pela prefeitura não podem fazer cobranças aos motoristas. A PM orienta o condutor que for prejudicado a anotar o número de identificação, presente no colete usado por eles, e denunciar a situação à polícia e registrar um boletim de ocorrência.
O consultor de seguros Marcos Andrade, de 46 anos, é vítima constante dos flanelinhas na Savassi. Ele conta que mesmo comprando o talão do rotativo antes de estacionar, é abordado e ameaçado pelos "olhadores de carro".

“Várias vezes tive problema com flanelinhas na região. Eu coloco rotativo no carro e, mesmo assim, eles pedem dinheiro e ameaçam danificar o carro. Não podemos ficar prisioneiros dessa situação. Temos que ter tranquilidade para poder estacionar”.

Segundo a prefeitura, aproximadamente 1.100 flanelinhas estão cadastrados na capital. A operação, batizada de Alferes Tiradentes, em homenagem ao patrono da PM, vai continuar na próxima quinta-feira (20), na região Centro-Sul de BH.


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ALINE DINIZ
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