Governo do Estado permanece de braços cruzados, enquanto os ataques de criminosos continuam no interior de Minas

Sem títuloO deputado Sargento Rodrigues criticou, mais uma vez, o corte da destinação dos recursos para a área da segurança pública de Minas Gerais por parte do Governo do Estado. Em entrevista, na tarde desta quarta-feira, 12/7/2017, o parlamentar lembrou das explosões de caixas eletrônicos que estão acontecendo no interior de Minas.

Segundo o deputado Sargento Rodrigues, os policiais trocaram tiros com marginais que estavam armados com fuzis 556 e 762, que são armas poderosas, na madrugada desta quarta-feira, 12/7/2017, em Coromandel, no Alto Paranaíba. “O que a gente vê é uma lentidão por parte do Governo do Estado. Nós temos denunciado, constantemente, os recursos que foram retirados e estão impactando decisivamente na segurança pública. Então, quando o Governo faz um corte deste, o reflexo de imediato é reduzir a capacidade de resposta do aparelho policial”, disse.

Ainda segundo Rodrigues, uma vez que a capacidade resposta é reduzida, a tendência do crime e da violência é aumentar e como consequência também aumenta a letalidade dos policiais. “O crime vem desafiando a polícia, ao passo que o governador vai na contramão. No governo passado, tínhamos o chamado “cinturão de segurança pública 1, 2 e 3”, que consistia em reforçar o policiamento em 135 municípios que fazem divisa com Bahia, Goiás, Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, mas o governo vem na contramão, pois acabou com o cinturão do segurança pública e não contratou, conforme havia anunciado em sua campanha, em 2014, os 12 mil policiais”, afirmou.

“O Governo fez inúmeras promessas para área de segurança pública e à medida que retira esses investimentos, quem paga esse preço com a vida é o cidadão e o próprio policial, que está sofrendo com esses ataques. Há cerca de sete anos, no comando do Coronel Renato Vieira de Souza, nós chegamos a 48 mil policiais militares na ativa, estávamos caminhando para completar o que a Lei determina, os 51 mil policiais. Hoje, passados sete anos, temos 43 mil policiais militares na ativa. O efetivo diminuiu drasticamente, o crime aumentou, o Governo reduziu os investimentos para esta área e o resultado são esses ataques violentos e essas mortes de policiais. Infelizmente, a própria letalidade policial que vinha diminuindo até 2014 começou a aumentar novamente”, completou Sargento Rodrigues.

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